A importância da relação médico-paciente | Por Dr. Marcio Lopes

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A Medicina nunca esteve tão preparada para eliminar sofrimentos e salvar vidas. Os avanços da ciência e da tecnologia têm levado as pessoas a viverem melhor e, cada vez mais. A cada quatro/cinco anos se duplica o conhecimento médico existente.
Contudo, apesar dos inúmeros avanços tecnológicos, a relação entre o paciente e seu médico continua com papel de destaque no tratamento das patologias. Sem sombra de dúvida, podemos afirmar que o sucesso de um tratamento depende, em grande parte, da inter-relação que se estabelece entre os dois polos.
A confiança, a reciprocidade, a compaixão, a autoridade – sem que haja submissão -, o saber ouvir e a atenção são fatores fundamentais no estabelecimento de uma adequada relação médico-paciente e, por conseguinte, indispensáveis para o adequado restabelecimento da saúde do enfermo.
Por outro lado, o profissional médico deve ter consciência de que sua atividade, ou seja, que a terapêutica por ele desenvolvida, pode não trazer o efeito desejado. O paciente, por sua vez, também deve ser informado sobre todos os dados de sua doença, quais os tratamentos que serão utilizados, suas complicações e seus riscos e, desde o início, ter a total noção de que a Medicina, por não ser uma ciência exata, pode não trazer a evolução esperada.
Entretanto, existe, hoje, uma enorme expectativa de que a Medicina possa resolver tudo. Entretanto, mesmo que as conquistas científicas sejam velozes e promissoras, ainda faltam respostas para muitas situações.
O resgate do adequado relacionamento, além de aumentar sobremaneira o prognóstico das patologias tratadas, sem dúvida, trará, novamente, o respeito médico de que necessita todo o profissional de saúde, que muitas vezes se vê trabalhando em condições extremas e de superação.
Em meio a pandemia onde surgiu acima de tudo uma espécie de pânico, medo e temor da morte para a população em geral, para nós médicos também surgiram dúvidas e incertezas quanto a questão terapêutica da doença, isso se dá até o presente momento, uma vez que ainda NÃO TEMOS o/ou um tratamento especifico da doença, nem mesmo se quer existe um consenso quanto a isso. O fato e que em meio a grande busca por uma vacina eficaz contra o vírus, e até mesmo a busca incansável por algum(s) medicamento(s) que seja eficaz contra a doença, mesmo sem consenso ou comprovações cientificas 100% COMPROVADAS, o médico que outrora no início da pandemia foi tido como “herói” (juntamente com toda equipe de saúde), em consequência de muito CHARLATANISMO TERAPÊUTICO, passou a ser “vilão” por muitas vezes não prescrever o que o paciente quer e acabar prescrevendo o que ele precisa, ou até mesmo o que sua consciência empírica e ética o norteava a fazer, o que acabou em ALGUMAS situações abalando e deteriorando a relação médico-paciente, o que não interessante e nem conveniente nem para o médico e nem para o paciente.
A relação entre médicos e pacientes deve ser confiança, mas acima de tudo de RESPEITO, o médico deve respeitar o paciente e o que ele tem de mais preciso, a vida, baseando-se nos princípios éticos, no seu conhecimento adquirido teórico e praticamente expondo sempre a VERDADE, informando a cronologia e evolução esperada do tratamento que está lhe oferecendo, assim como as possíveis complicações, efeitos adversos e até mesmo ineficiência nos casos em que não haja um estudo e/ou comprovação confirmada do tratamento que lhe oferece, e o paciente deve respeitar o seu médico dando a ele a confiança para que possa cuidar da sua saúde, sempre que esteja de acordo a tudo aquilo que lhe foi informado e demonstrado antes de iniciado a terapêutica. Repito, a confiança, a reciprocidade, a compaixão são os pilares de uma boa relação médico-paciente.

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