Mirena ou Kyleena, qual DIU escolher ?

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Entre os contraceptivos mais eficazes que existem podemos citar os dispositivos intrauterinos hormonais (também chamados de DIUs ou SIUs hormonais). Eles são contraceptivos reversíveis de longa ação (LARCs) que são introduzidos dentro da cavidade uterina da mulher e que liberam diariamente no útero uma quantidade do hormônio Levonorgestrel (um tipo de progestagênio). A alta eficácia desse modelo de anticoncepção está relacionada ao fato de não depender de atitudes da usuária para o uso correto, além de possuir ação prolongada, o que garante segurança similar a laqueadura tubária e a vasectomia.

Atualmente no Brasil temos duas opções de DIUs liberadores de Levonorgestrel, o tradicional Mirena® e o novo Kyleena®. Ambos atuam da mesma maneira: o progestagênio liberado diariamente provoca uma ação inflamatória local, afinando o endométrio (camada interna do útero) e tornando o muco cervical mais espesso. Esses fatores dificultam a ascensão dos espermatozoides pelo canal cervical e promovem um ambiente desfavorável para a fecundação. O bloqueio da ovulação também pode ocorrer em alguns casos.

As ações uterinas dos DIUs hormonais são conhecidas por modificar o padrão do fluxo menstrual, na maioria das vezes de forma favorável. Há redução da intensidade e frequência do fluxo de parte das usuárias, podendo resultar em amenorreia (ausência de menstruação) – efeito adverso interessante para aquelas com fluxo intenso e cólicas importantes no período menstrual.
efeitos colaterais sistêmicos.

O que então difere o Mirena® do Kyleena®? O tamanho do dispositivo e a dose hormonal (total e diária).
Enquanto o Mirena® contém 52 mg de Levonorgestrel no total, o Kyleena® resulta em liberação hormonal diária menor, uma vez que possui 19,5 mg do mesmo progestagênio no total. O tamanho do dispositivo também difere: o diâmetro e comprimento do Kyleena® são menores, facilitando a inserção e o uso do dispositivo por mulheres com útero pequeno ou que nunca tiveram filhos.

O  uso de qualquer tipo de DIU requer inserção por profissional devidamente habilitado. A duração de ambos os dispositivos é de, no máximo 5 anos, entretanto podem ser retirados a qualquer momento conforme necessidade ou desejo da usuária.

“Devemos ter em mente que mesmo sendo métodos muito parecidos, cada um tem indicações específicas para cada perfil de paciente. A decisão por qualquer método contraceptivo deve ser orientada por um médico ginecologista que seja capaz de alinhar expectativas e possibilidades reais para cada mulher”, comenta dr Richard.

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