‘Não sei quantos contaminados têm aqui dentro’, diz catarinense a bordo de cruzeiro

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Foto: Juliana Tulio/ Redes Sociais
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O navio em que ela estava não recebeu autorização para realizar o desembarque na Bahia. Outra moradora de SC teve a viagem suspensa.

A empreendedora catarinense de Blumenau, no Vale do Itajaí, Juliana Túlio está com a família em um dos cruzeiros que ainda está operando em águas brasileiras mesmo após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pela suspensão temporária da temporada das viagens deste tipo no Brasil.

Juliana está embarcada no MSC Seaside. O cruzeiro partiu de Santos, no litoral paulista, dia 30 de dezembro, passou pelo Rio de Janeiro, no Ano Novo, e tinha escala para a realização de passeios em Ilhéus, Salvador e Praia Grande. Segundo ela, porém, não houve parada nestes locais em razão de uma suspensão temporária (Leia detalhes mais abaixo).

A previsão, segundo Juliana, é que eles desembarquem em Santos, às 7h dessa quinta-feira (6).

“Eles não dão informações. Por exemplo, não sei quantos contaminados têm aqui dentro. Eles disseram que o desembarque depende da Anvisa e que não sabem como o órgão vai proceder em relação a isso”, disse Juliana ao g1.

Em nota, a empresa informou que identificou “um pequeno número de casos de COVID-19 entre as pessoas que estão a bordo do MSC Preziosa, o que representa 0,6% do total da população”. Também informou que todos estão isolados em cabines com varandas.

Escalas

A previsão inicial era de que o navio fizesse uma parada em Salvador na segunda-feira (3). A saída dos passageiros não foi permitida após uma solicitação da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), para a que a Anvisa) suspenda, de forma temporária, a operação dos navios de cruzeiro nos portos de Salvador e Ilhéus.

De acordo com a secretária da Saúde da Bahia, Tereza Paim, a solicitação foi feita como medida de “precaução”.

A bordo, Juliana disse que a informação da suspensão demorou para chegar. Nas redes sociais ela compartilhou os momentos de incerteza que ocorreram até a divulgação da informação por parte de tripulação.

“Eles demoraram muito [para dar a informação sobre a suspensão do desembarque em Salvador]. A gente sabe mais informações pela mídia, pelo o que vemos nos sites, do que por eles. Quando eles informaram, eles falaram que não desembarcaríamos em Ilhéus e Salvador por causa dos desastres naturais”, disse ela.

Na segunda-feira (3), a Associação Brasileira de Navios de Cruzeiros (Clia) Brasil anunciou a suspensão voluntária imediata das operações nos portos do Brasil até 21 de janeiro de 2022.

A medida foi anunciada por meio de nota, após casos de Covid-19 serem confirmados dentro de embarcações e dois navios entrarem em quarentena. Segundo a associação, os casos da doença identificados em navios de cruzeiro “consistem em uma pequena minoria da população total a bordo”.

Protocolos sanitários e “vida normal” dentro do cruzeiro

Segundo Juliana, os protocolos sanitários estão sendo exigidos dentro do navio, mas “é muita gente e não é todo mundo que obedece”.

“Dentro dos espaços fechados, nós somos cobrados a usar máscara. Vejo todo mundo com máscara. Mesmo na piscina, só não usa máscara quem está pegando sol ou dentro da piscina, ou comendo algo. Eu vejo essa movimentação aqui dentro. Eles também cobram o uso de álcool gel”, descreveu ela.

Fonte: G1 SC

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